RIO - O consultor da Statoil no Brasil, Jorge Camargo, afirmou que o regime de partilha de produção aprovado pelo Congresso não afasta o interesse da empresa norueguesa pelo Brasil, mas ponderou que o interesse da Petrobras em operar os blocos licitados sob as novas regras será um fator a ser considerado na hora da apresentação das ofertas.
"A Petrobras é uma excelente operadora. O importante para qualquer investidor é saber se o bloco no qual se pretende investir é um bloco que vai ser prioritário para a Petrobras", disse Camargo, que participou do 6º Fórum Ibef de Óleo e Gás, no Rio de Janeiro. "Porque nenhum investidor pretende fazer um investimento e depois aquilo não ser prioritário", acrescentou.
O executivo, que já foi presidente da empresa no Brasil, afirmou que, apesar da ressalva, essa não será a principal questão analisada pelas empresas na hora de avaliar a entrada nas licitações sob o regime de partilha.
"O principal [a ser analisado] é o potencial exploratório, isso é o que vai ser a primeira avaliação. Além disso há as questões econômicas e contratuais", explicou.
Também presente ao evento, o presidente da Shell no Brasil, André Araújo, foi mais um a garantir que a companhia tem interesse nos leilões de blocos exploratórios no Brasil.
"Vamos aguardar quais serão as áreas que vão ser colocadas e estrategicamente temos interesse em participar dos leilões. E aguardamos que eles saiam", disse Araújo, que ressaltou que as empresas têm que se adaptar a "qualquer modelo que existe".
(Rafael Rosas | Valor)
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